Exercícios
Levantamento Terra Stiff com Barra — posição inicial
Levantamento Terra Stiff com Barra — posição final

Levantamento Terra Stiff com Barra

Intermediário · Composto · Bilateral

Músculos primários
Isquiotibiais
Equipamento
Barra reta
Músculos secundários
GlúteosEretores da espinha
Padrão de movimento
Dobradiça de quadril

Dicas de execução

  • Quadril para trás, joelhos quase estendidos e fixos
  • Barra deslizando pelas coxas e canelas, encostando ou quase encostando nas pernas
  • Costas retas da pelve à cabeça — peito aberto, pescoço alinhado
  • Pare quando sentir um alongamento forte no posterior, antes de a lombar começar a arredondar
  • Empurre o quadril para frente para subir — termine contraindo o glúteo, não jogando o tronco para trás

Erros comuns

  • Arredondar a lombar para chegar ao chão, além do que a flexibilidade do posterior permite
  • Flexionar mais os joelhos na descida, transformando o exercício num levantamento terra convencional e tirando tensão do posterior
  • Deixar a barra se afastar das pernas, o que aumenta o braço de alavanca sobre a lombar
  • Quicar no fundo em vez de inverter o movimento com controle
  • Hiperestender no topo com um arco lombar exagerado

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Como executar

5 passos
  1. Segure a barra com pegada pronada (palmas voltadas para baixo). Talvez seja necessário usar munhequeiras caso utilize uma carga significativa.
  2. Fique em pé com o tronco ereto e as pernas afastadas na largura dos ombros ou um pouco menos. Os joelhos devem ficar levemente flexionados. Essa é a posição inicial.
  3. Mantendo os joelhos parados, abaixe a barra até acima dos pés flexionando o quadril e mantendo as costas retas. Continue o movimento como se fosse pegar algo do chão, até sentir um alongamento nos posteriores de coxa. Inspire durante a execução deste movimento.
  4. Retorne o tronco à posição ereta estendendo o quadril até voltar à posição inicial. Expire durante a execução deste movimento.
  5. Repita pelo número recomendado de repetições.

Preparação

Comece em pé com a barra: tire do rack na altura do meio da coxa ou levante do chão com boa técnica na primeira repetição. Use pegada pronada mais ou menos na largura dos ombros (pode usar straps quando a pegada começar a limitar), pés na largura do quadril ou um pouco mais fechados, pontas para frente. Trave uma leve flexão de joelho que se mantém praticamente igual durante a série inteira, contraia o abdômen, leve os ombros levemente para trás e mantenha a barra encostada nas coxas.

Respiração

Inspire e trave o abdômen antes de cada descida, segure essa pressão durante a descida e o começo da subida e solte o ar perto do topo. Refaça o travamento antes de cada repetição, em vez de respirar lá embaixo.

Amplitude de movimento

Desça até o limite de alongamento do posterior mantendo a coluna neutra — com os joelhos quase estendidos, para muita gente isso fica entre logo abaixo do joelho e o meio da canela; encostar a barra no chão não é o objetivo. Embaixo é onde o posterior trabalha mais alongado, então controle essa posição em vez de quicar. Se a lombar começa a arredondar perto da altura do joelho, essa é a sua amplitude de trabalho por enquanto — quem define a profundidade é a flexibilidade do posterior, não o ponto em que as anilhas tocariam o chão.

Variações

1 regressão · 2 progressões · 3 alternativas

Base científica

Por que este exercício · 2 fontes

O stiff é uma dobradiça de quadril que carrega posterior de coxa e glúteos numa amplitude grande, com o posterior sob tensão em posição alongada. Ele mantém os joelhos mais estendidos que o terra romeno, o que tende a alongar mais o posterior num mesmo ângulo de tronco; na prática os dois se sobrepõem bastante e muitas academias usam os nomes como sinônimos. Dobradiças e flexoras enfatizam regiões diferentes do posterior — num estudo de EMG, a mesa flexora ativou mais a porção inferior dos isquiotibiais do que o stiff — então os dois se complementam, e um programa de 6 semanas de terra romeno com ênfase na excêntrica, o mesmo padrão de dobradiça, aumentou a área de secção transversa do posterior em cerca de 10%.

  1. Regional Differences in Muscle Activation During Hamstrings Exercise

    Schoenfeld BJ, Contreras B, Tiryaki-Sonmez G, Wilson JM, Kolber MJ, Peterson MD · Journal of Strength and Conditioning Research · 2015

    Nível CBiomecânica ou evidência direta limitada

    EMG em homens treinados comparando stiff e mesa flexora até a falha: a mesa flexora ativou mais a porção inferior (medial e lateral) dos isquiotibiais do que o stiff, indicando que dobradiça e flexão de joelho se complementam. Dado agudo de ativação; os autores lembram que não se sabe se isso gera hipertrofia regional diferente.

    Ver fonte
  2. Hamstrings Muscle Architecture and Morphology Following 6 wk of an Eccentrically Biased Romanian Deadlift or Nordic Hamstring Exercise Intervention

    Crawford SK, Sandberg C, Vlisides J, Thompson Q, Mosiman SJ, Heiderscheit BC, Hickey JT · Medicine & Science in Sports & Exercise · 2025

    Nível BMúltiplos estudos controlados

    Ensaio randomizado de 6 semanas: terra romeno com ênfase na excêntrica aumentou a área de secção transversa do posterior em cerca de 10% e o comprimento dos fascículos do bíceps femoral, de forma parecida com o nordic. Sustenta o valor da dobradiça de quadril para o posterior; estudo curto e com medidas por ultrassom.

    Ver fonte

Níveis de evidência

  • A — Diretrizes / evidência sistemática forte
  • B — Múltiplos estudos controlados
  • C — Biomecânica ou evidência direta limitada
  • D — Consenso de especialistas

A evidência descreve princípios de treino e biomecânica. Ela não implica que este exercício seja exclusivamente superior a toda alternativa.