Levantamento Terra Romeno
Levantamento Terra Romeno

Levantamento Terra Romeno

Músculos primários
Isquiotibiais
Músculos secundários
Panturrilhas, Glúteos, Eretores da espinha
Equipamento
Barra reta
Padrão de movimento
Dobradiça de quadril
Dificuldade
Intermediário
Tipo
Composto · Bilateral

Entre para favoritar e acompanhar seu progresso neste exercício.

Continuar com Google

Como executar

  1. 1Coloque uma barra no chão à sua frente e segure-a com uma pegada pronada (palmas das mãos voltadas para baixo), um pouco mais aberta que a largura dos ombros. Dica: dependendo da carga utilizada, você pode precisar de munhequeiras para realizar o exercício, além de uma plataforma elevada para permitir uma amplitude de movimento maior.
  2. 2Flexione levemente os joelhos e mantenha as canelas na vertical, o quadril para trás e as costas retas. Esta será sua posição inicial.
  3. 3Mantendo as costas e os braços completamente retos o tempo todo, use o quadril para levantar a barra enquanto expira. Dica: o movimento não deve ser rápido, mas sim constante e controlado.
  4. 4Depois de ficar completamente ereto, abaixe a barra empurrando o quadril para trás, flexionando os joelhos apenas levemente, diferente do agachamento. Dica: inspire profundamente no início do movimento e mantenha o peito erguido. Segure a respiração ao descer e expire ao completar o movimento.
  5. 5Repita pelo número de repetições recomendado.

Preparação

Carregue a barra e pegue com pegada pronada, um pouco mais aberta que a largura dos ombros — troque para pegada mista ou use straps quando a carga ficar pesada o suficiente pra pegada virar o fator limitante. Fique em pé com os pés na largura do quadril, barra encostada nas coxas, e trave uma flexão leve e FIXA de joelho antes de começar — isso é uma dobradiça de quadril, não um agachamento. Feche o abdômen antes de tirar a barra do suporte ou do chão: inspire pro "estômago", trave as costelas sobre a pelve e segure essa pressão. Puxar de um step baixo pode aumentar a amplitude, mas só vale se sua mobilidade de quadril e posterior realmente permitir chegar lá sem a lombar arredondar.

Respiração

Inspire e trave o abdômen (pressão intra-abdominal) antes da descida, segure essa pressão durante toda a fase excêntrica, e solte o ar de forma controlada enquanto empurra o quadril à frente pra subir — nunca respire "dentro" de uma lombar que está arredondando.

Dicas de execução

  • Empurra o quadril pra trás, não pra baixo
  • Barra colada na perna o tempo todo
  • Joelho mole, mas travado — não deixa flexionar mais na descida
  • Peito aberto, dorsal travado, como se apertasse uma laranja embaixo do braço
  • Sentiu o alongamento no posterior? Para aí, não precisa encostar a barra no chão

Erros comuns

  • Transformar o exercício num agachamento de pernas semi-retas: o joelho continua flexionando na descida em vez do quadril ir pra trás, tirando tensão do posterior.
  • Deixar a barra se afastar do corpo, o que aumenta o braço de alavanca — e o estresse — sobre a lombar.
  • Arredondar a lombar pra 'ganhar' mais amplitude, além do ponto em que a pelve para de rodar posteriormente.
  • Quicar no fundo do movimento e usar o reflexo de estiramento pra puxar a barra de volta, em vez de reverter com controle.
  • Hiperestender no topo com um arco lombar exagerado, em vez de parar na extensão neutra do quadril.

Amplitude de movimento

Desça só até onde você consegue manter a pelve numa inclinação neutra a levemente anterior, com a lombar reta — pra maioria dos alunos isso fica entre a canela e um pouco abaixo do joelho, não até tocar o chão. Uma ressalva honesta: como o RTR carrega o posterior de coxa perto do seu comprimento máximo, e a literatura (uma meta-análise ampla sobre amplitude de movimento somada a estudos específicos de posterior comparando comprimento longo x curto) sugere que treinar em comprimento muscular alongado — parcial ou total — pode gerar um estímulo de hipertrofia comparável ou até maior do que treinar em comprimento curto, forçar mais profundidade do que sua mobilidade de quadril permite só troca tensão útil no posterior por risco de flexão lombar. Individualize a profundidade pela sua flexibilidade, não por uma altura fixa de barra.

Base científica

O Levantamento Terra Romeno é um padrão de dobradiça de quadril (hip hinge) que carrega o posterior de coxa (e o glúteo) numa fase excêntrica longa e controlada, com o músculo perto da posição alongada — um estímulo que a literatura de ativação regional e hipertrofia por comprimento muscular sugere que pode complementar, não substituir, exercícios de flexão de joelho como a mesa flexora. Ele também costuma entrar no programa pra construir força e técnica de hinge que transferem pro levantamento terra convencional, enquanto enfatiza posterior de coxa e glúteo de forma mais direta do que o terra em si.

Impact of exercise selection on hamstring muscle activation

Bourne MN, Williams MD, Opar DA, Al Najjar A, Kerr GK, Shield AJ · British Journal of Sports Medicine · 2017

Nível C

Estudo de EMG comparando exercícios de posterior de coxa mostra que o RTR ativa fortemente o bíceps femoral dentro de um padrão de hinge, sustentando por que ele complementa exercícios de flexão de joelho num programa.

Ver fonte

Regional Differences in Muscle Activation During Hamstrings Exercise

Schoenfeld BJ, Contreras B, Tiryaki-Sonmez G, Wilson JM, Kolber MJ, Peterson MD · Journal of Strength and Conditioning Research · 2015

Nível C

Mostra ativação regional diferente entre exercícios de quadril (como o RTR) e exercícios de joelho (como a mesa flexora) dentro do próprio posterior de coxa, o que embasa a recomendação de combinar os dois padrões de movimento.

Ver fonte

Greater Hamstrings Muscle Hypertrophy but Similar Damage Protection after Training at Long versus Short Muscle Lengths

Maeo S, Huang M, Wu Y, Sakurai H, Kusagawa Y, Sugiyama T, Kanehisa H, Isaka T · Medicine & Science in Sports & Exercise · 2021

Nível B

Compara treinar o posterior de coxa em comprimento muscular longo (a posição que o RTR enfatiza) versus curto e encontra maior hipertrofia no grupo treinado alongado, dando base à orientação de amplitude deste exercício.

Ver fonte

Effects of range of motion on resistance training adaptations: A systematic review and meta-analysis

Pallarés JG, Hernández-Belmonte A, Martínez-Cava A, Vetrovsky T, Steffl M, Courel-Ibáñez J · Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports · 2021

Nível A

Meta-análise geral sobre amplitude de movimento no treino de força, usada aqui de forma comedida pra embasar que amplitude maior tende a favorecer ganhos, desde que a técnica e a mobilidade individual permitam.

Ver fonte

A evidência descreve princípios de treino e biomecânica. Ela não implica que este exercício seja exclusivamente superior a toda alternativa.