Exercícios
Arremesso de Peito com Medicine Ball — posição inicial
Arremesso de Peito com Medicine Ball — posição final

Arremesso de Peito com Medicine Ball

Iniciante · Composto · Bilateral

Músculos primários
Peitoral
Equipamento
Bola medicinal
Músculos secundários
OmbrosTríceps

Dicas de execução

  • Todo arremesso com intenção máxima — o mais rápido possível
  • Traga a bola pro peito e 'soque' ela reto pra frente
  • Termine com os braços totalmente estendidos, polegares apontando pra baixo
  • Receba com as mãos 'macias' e absorva a bola de volta até o peito
  • Encerre a série assim que os arremessos começarem a perder velocidade

Erros comuns

  • Usar uma bola tão pesada que o arremesso vira um empurrão lento — isso é resistência de força, não potência.
  • Fazer repetições demais: o objetivo é 'acordar' o sistema nervoso, não cansar; arremessos lentos no fim de uma série longa treinam a qualidade errada.
  • Arremessar só com os braços, com o corpo duro e reto, em vez de uma posição atlética com o tronco firme.
  • Receber com cotovelo travado e punho duro, deixando a bola bater nas mãos ou no peito em vez de absorvê-la.
  • Arremessar numa parede inadequada, perto de outras pessoas ou com uma bola que não foi feita pra quicar.

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Como executar

5 passos
  1. Você vai precisar de um parceiro para este exercício. Na falta de um, o movimento pode ser feito contra uma parede.
  2. Comece de frente para o seu parceiro, segurando a medicine ball junto ao tronco com as duas mãos.
  3. Puxe a bola até o peito e reverta o movimento estendendo os cotovelos. Para aplicações esportivas, você pode dar um passo à frente ao arremessar.
  4. Seu parceiro deve pegar a bola e arremessá-la de volta para você.
  5. Receba o arremesso com as duas mãos na altura do peito.

Preparação

Escolha uma medicine ball leve — leve o bastante pra sair rápido das mãos; se o arremesso parece lento e pesado, a bola está pesada demais pra trabalho de potência. Use uma bola feita pra quicar (de borracha ou wall ball), não uma slam ball 'morta', e fique de frente pra uma parede firme, a mais ou menos 1 a 3 metros, em posição atlética: pés na largura dos ombros, joelhos destravados, peso levemente à frente. Segure a bola na altura do peito, com as mãos nas laterais e um pouco atrás dela, cotovelos por baixo ou levemente abertos. Faça 2 ou 3 arremessos leves antes dos que valem, pra acertar distância e ritmo.

Respiração

Puxe o ar rápido e firme o abdômen enquanto traz a bola pro peito, e solte o ar com força no arremesso — uma expiração curta e forte ajuda a ficar firme e rápido. Recomponha a respiração entre os arremessos, em vez de emendar correndo no próximo.

Amplitude de movimento

Cada arremesso vai da bola junto ao peito, com os cotovelos flexionados, até a extensão completa dos cotovelos, braços retos à frente na altura do peito — a potência vem de percorrer todo esse empurrão o mais rápido possível. Na recepção, deixe os braços flexionarem e traga a bola de volta ao peito antes do próximo arremesso, pra cada repetição começar da mesma posição carregada. Mantenha as séries curtas (os programas usam como 'primer', um estímulo de preparação) e encerre a série assim que a velocidade cair: num estudo com agachamento, parar as séries com pouca perda de velocidade deu ganhos de força semelhantes e melhora maior no salto do que ir até uma perda de velocidade maior — princípio comumente aplicado ao trabalho de potência, embora esse estudo não tenha usado arremessos.

Variações

1 regressão · 2 progressões · 3 alternativas

Base científica

Por que este exercício · 2 fontes

O arremesso de peito com medicine ball é um exercício de potência de membros superiores: como você solta a bola, dá pra acelerar durante todo o empurrão, em vez de ter que frear no final, como acontece com barra ou halteres. Os programas o usam como 'primer' antes dos empurrões mais pesados, ou em planos voltados ao esporte (potência atlética, esportes de combate), pra treinar o empurrão explosivo com carga leve. O valor dele está na velocidade e na intenção, não na fadiga, então ele entra no começo da sessão, com poucas repetições e descanso completo. Uma revisão sistemática sobre aquecimento de membros superiores encontrou evidência forte de que aquecimentos dinâmicos com carga alta melhoram o desempenho de potência e força, enquanto o alongamento estático curto não mudou a potência. Alguns arremessos rápidos seguem a mesma lógica de preparação ativa e dinâmica, mas uma bola leve não é um aquecimento de carga alta e a revisão não testou arremessos de medicine ball — então é uma extrapolação razoável, não uma prova.

  1. Effects of velocity loss during resistance training on athletic performance, strength gains and muscle adaptations

    Pareja-Blanco F, Rodríguez-Rosell D, Sánchez-Medina L, Sanchis-Moysi J, Dorado C, Mora-Custodio R, Yáñez-García JM, Morales-Alamo D, Pérez-Suárez I, Calbet JAL, González-Badillo JJ · Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports · 2017

    Nível BMúltiplos estudos controlados

    Ensaio com agachamento em que parar as séries com 20% de perda de velocidade deu ganhos de força semelhantes, com 40% menos repetições, e maior melhora no salto do que ir até 40% de perda. Usado como base para encerrar a série quando o arremesso perde velocidade — o estudo não testou arremessos.

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  2. A systematic review of the effects of upper body warm-up on performance and injury

    McCrary JM, Ackermann BJ, Halaki M · British Journal of Sports Medicine · 2015

    Nível ADiretrizes / evidência sistemática forte

    Revisão sistemática que encontrou evidência forte de que aquecimentos dinâmicos de carga alta melhoram o desempenho de potência e força dos membros superiores; apoia, por extrapolação, o uso de estímulos dinâmicos como preparação — a revisão não testou a medicine ball, e a bola leve não é um estímulo de carga alta.

    Ver fonte

Níveis de evidência

  • A — Diretrizes / evidência sistemática forte
  • B — Múltiplos estudos controlados
  • C — Biomecânica ou evidência direta limitada
  • D — Consenso de especialistas

A evidência descreve princípios de treino e biomecânica. Ela não implica que este exercício seja exclusivamente superior a toda alternativa.