Exercícios
Flexão de Braço Pliométrica — posição inicial
Flexão de Braço Pliométrica — posição final

Flexão de Braço Pliométrica

Iniciante · Composto · Bilateral

Músculos primários
Peitoral
Equipamento
Peso do corpo
Músculos secundários
OmbrosTríceps
Padrão de movimento
Empurrar horizontal

Dicas de execução

  • Empurre o chão o mais forte e rápido que conseguir
  • As mãos saem do chão — o corpo inteiro sobe como uma prancha
  • Aterrisse com os cotovelos macios, amortecendo a queda
  • As mãos voltam para o mesmo lugar, sem abrir mais
  • Quando a altura cair, a série acabou

Erros comuns

  • Aterrissar com os cotovelos travados, jogando o impacto direto nos cotovelos e punhos
  • Deixar o quadril cair na aterrissagem, fazendo a lombar absorver o impacto
  • Subir primeiro o peito enquanto o quadril fica para trás ou no chão, com o corpo subindo 'em onda' em vez de como uma prancha
  • Fazer séries longas até a fadiga, transformando um exercício de potência em condicionamento lento
  • Tentar bater palmas antes de conseguir tempo de voo suficiente, arriscando cair de cara

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Como executar

6 passos
  1. Fique deitado de bruços no chão, apoiando o peso do corpo nas mãos e nos dedos dos pés.
  2. Os braços devem estar totalmente estendidos, com as mãos na largura aproximada dos ombros. Mantenha o corpo reto durante todo o movimento. Essa será sua posição inicial.
  3. Desça flexionando os cotovelos, aproximando o peito do chão.
  4. No final da descida, inverta o movimento estendendo os cotovelos com a maior rapidez possível, impulsionando o corpo para cima até que as mãos saiam do chão.
  5. Retorne à posição inicial e repita o exercício.
  6. Para aumentar a dificuldade, bata palmas durante o momento em que o corpo estiver no ar.

Preparação

Só inclua depois de ter uma boa base de flexões estritas, e faça descansado — no programa ela vem logo após o supino, como exercício de contraste, em séries curtas e explosivas. Monte a posição de flexão normal sobre um colchonete ou superfície que amorteça: mãos um pouco mais abertas que os ombros, na linha deles, corpo em linha reta da cabeça aos calcanhares, glúteos e abdômen contraídos. Aqueça os punhos e faça algumas flexões normais antes, porque cada aterrissagem coloca uma carga repentina nos punhos e cotovelos.

Respiração

Inspire na descida e solte o ar de forma forte e rápida no momento de explodir do chão. Se fizer repetições com pausa, respire de novo e trave o abdômen no topo antes da próxima — não emende repetições ofegante.

Amplitude de movimento

Desça até uma profundidade da qual você consiga explodir — normalmente com o peito a poucos centímetros do chão — e troque rápido da descida para o empurrão, sem descansar no fundo. A regra do programa é clara: se perder a explosão, reduza a amplitude em vez de arrastar uma repetição completa, porque aqui o objetivo é velocidade e altura, não amplitude nem fadiga. Mantenha poucas repetições por série e pare assim que as mãos mal saírem do chão; em estudos com agachamento, limitar a queda de velocidade dentro da série gerou ganhos de força parecidos com menos repetições e melhor evolução no salto, o que apoia encerrar essas séries cedo.

Variações

2 regressões · 1 progressão · 2 alternativas

Base científica

Por que este exercício · 1 fonte

A flexão pliométrica treina o lado de velocidade do empurrar com os membros superiores: produzir força rápido o suficiente para lançar o corpo, algo que o supino pesado — lento por natureza — não cobre. No programa de potência atlética ela é combinada com o supino como contraste: empurrar pesado e lento, seguido de uma versão leve e o mais rápida possível do mesmo padrão. Não é um exercício de hipertrofia nem de resistência, então só faz sentido feito sem fadiga, de forma explosiva e com intervalos generosos.

  1. Effects of velocity loss during resistance training on athletic performance, strength gains and muscle adaptations

    Pareja-Blanco F, Rodríguez-Rosell D, Sánchez-Medina L, Sanchis-Moysi J, Dorado C, Mora-Custodio R, Yáñez-García JM, Morales-Alamo D, Pérez-Suárez I, Calbet JAL, González-Badillo JJ · Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports · 2017

    Nível BMúltiplos estudos controlados

    Ensaio com agachamento em que limitar a perda de velocidade dentro da série (20%) gerou ganhos de força parecidos com 40% menos repetições e maior melhora no salto do que deixar a velocidade cair mais (40%) — base, por analogia, para a regra do programa de encerrar a série ou reduzir a amplitude quando a explosão cai. O estudo não testou flexões nem membros superiores.

    Ver fonte

Níveis de evidência

  • A — Diretrizes / evidência sistemática forte
  • B — Múltiplos estudos controlados
  • C — Biomecânica ou evidência direta limitada
  • D — Consenso de especialistas

A evidência descreve princípios de treino e biomecânica. Ela não implica que este exercício seja exclusivamente superior a toda alternativa.