Agachamento no Smith Machine
Iniciante · Composto · Bilateral
- Músculos primários
- Quadríceps
- Equipamento
- Máquina
- Músculos secundários
- PanturrilhasGlúteosIsquiotibiaisEretores da espinha
- Padrão de movimento
- Agachamento
Dicas de execução
- Pés um pouco à frente da barra, pé inteiro no chão
- Controle a descida — uns 3 segundos quando o foco é técnica
- Joelhos seguem a direção da ponta dos pés
- Peito aberto, coluna neutra do início ao fim
- Empurre o chão com o pé inteiro
Erros comuns
- Colocar os pés à frente demais, fazendo a pelve encaixar pra baixo e a lombar arredondar no fundo enquanto você se apoia na barra
- Manter os pés bem embaixo ou atrás da barra, o que num trilho vertical fixo leva os joelhos muito à frente e costuma tirar o calcanhar do chão
- Parar bem acima do paralelo em todas as repetições, treinando só parte do padrão de agachamento que o programa quer construir
- Não ajustar as travas de segurança porque 'a máquina é segura' — os ganchos só ajudam se você conseguir girar a barra mesmo cansado
- Deixar os joelhos caírem pra dentro na subida, principalmente nas últimas repetições
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Continuar com GoogleComo executar
6 passos- Para começar, ajuste a barra na altura que melhor se adequa à sua estatura. Depois de escolher a altura correta e carregar a barra, entre embaixo dela e posicione a parte de trás dos ombros (um pouco abaixo do pescoço) sob a barra.
- Segure a barra com os dois braços, um de cada lado (palmas voltadas para frente), destrave-a e retire-a do suporte empurrando com as pernas e, ao mesmo tempo, esticando o tronco.
- Posicione as pernas em um afastamento médio, na largura dos ombros, com os pés levemente apontados para fora. Mantenha a cabeça erguida o tempo todo e as costas retas. Essa será sua posição inicial. (Observação: aqui usaremos o afastamento médio, que trabalha o desenvolvimento geral; porém, você pode escolher qualquer um dos três afastamentos discutidos na seção de posicionamento dos pés.)
- Comece a abaixar a barra lentamente flexionando os joelhos, mantendo a postura ereta com a cabeça erguida. Continue descendo até que o ângulo entre a coxa e a panturrilha fique um pouco menor que 90 graus (o ponto em que as coxas ficam abaixo da linha paralela ao chão). Inspire durante essa parte do movimento. Dica: se o exercício for executado corretamente, a frente dos joelhos deve formar uma linha reta imaginária com os dedos dos pés, perpendicular à frente do corpo. Se os joelhos ultrapassarem essa linha imaginária (passarem da ponta dos pés), você estará sobrecarregando indevidamente os joelhos e o exercício estará sendo executado de forma incorreta.
- Comece a subir a barra enquanto expira, empurrando o chão com o calcanhar e esticando as pernas novamente até voltar à posição inicial.
- Repita pelo número de repetições recomendado.
Preparação
Ajuste a barra mais ou menos na altura da parte de cima do peito, pra conseguir destravar com uma leve flexão de joelho, e posicione as travas de segurança logo abaixo do ponto mais baixo do seu agachamento. Entre embaixo da barra, apoie-a no trapézio — não no pescoço — e segure um pouco além da largura dos ombros. Posicione os pés na largura dos ombros, com as pontas levemente pra fora e um pouco à frente da linha da barra: como a barra corre num trilho fixo, os pés um pouco à frente permitem descer entre as pernas com o pé inteiro apoiado. Contraia o abdômen, gire a barra pra soltar os ganchos e fique bem ereto antes da primeira repetição.
Respiração
Puxe bastante ar pra barriga e trave o abdômen antes de cada descida, segure no fundo e solte o ar quando passar a parte mais difícil da subida. Renove o ar e a contração no topo de cada repetição — não tente respirar lá embaixo.
Amplitude de movimento
Desça pelo menos até a coxa ficar paralela ao chão, e vá mais fundo se conseguir manter a coluna neutra e os calcanhares apoiados — é assim que os programas orientam. Em estudos com agachamento livre, o agachamento profundo gerou mais crescimento na parte da frente da coxa do que o raso, e uma revisão sobre carga no joelho e na coluna concluiu que o agachamento profundo com boa técnica não é, por si só, mais arriscado do que o parcial. Esses estudos usaram agachamento com barra livre, então vale aplicar ao Smith por analogia. O limite é a sua posição: se a lombar arredonda ou o calcanhar sai do chão antes do paralelo, essa é sua profundidade de trabalho atual enquanto você trabalha mobilidade e posição dos pés — e quem sente dor no joelho no fundo deve ajustar a profundidade individualmente em vez de forçar.
Variações
2 regressões · 2 progressões · 2 alternativas
Regressões
Progressões
Base científica
Por que este exercício · 3 fontes
O agachamento no Smith guia a barra num trilho fixo, o que elimina boa parte da exigência de equilíbrio do agachamento livre e permite parar a barra nas travas de segurança em qualquer ponto. Isso faz dele uma boa forma de aprender e fixar o padrão de agachamento com baixo risco técnico (como na fase de adaptação) e de levar o quadríceps a um esforço alto sem precisar de ajudante (como no programa de pump), ajustando a posição dos pés pra mudar a ênfase. Ele não é uma versão 'inferior' do agachamento livre pra hipertrofia: um estudo de 8 semanas com homens treinados encontrou ganhos equivalentes de força e hipertrofia entre as versões em máquina e com peso livre de agachamento, supino, remada e desenvolvimento. A contrapartida é a especificidade — você fica melhor na versão que treina, então se o agachamento livre com barra é um objetivo, ele também precisa ser treinado.
Effect of range of motion in heavy load squatting on muscle and tendon adaptations
Bloomquist K, Langberg H, Karlsen S, Madsgaard S, Boesen M, Raastad T · European Journal of Applied Physiology · 2013
Nível BMúltiplos estudos controlados
Estudo randomizado em que o agachamento profundo (0-120° de flexão de joelho) gerou mais aumento de área muscular na parte da frente da coxa do que o agachamento raso (0-60°), base para a orientação de descer pelo menos até o paralelo. Foi feito com agachamento livre, então se aplica ao Smith por analogia.
Ver fonteAnalysis of the Load on the Knee Joint and Vertebral Column with Changes in Squatting Depth and Weight Load
Hartmann H, Wirth K, Klusemann M · Sports Medicine · 2013
Nível DConsenso de especialistas
Revisão narrativa sobre carga no joelho e na coluna em diferentes profundidades de agachamento, que conclui que o agachamento profundo com boa técnica não é, por si só, mais lesivo que o parcial — sustenta a orientação de profundidade e a ressalva de individualizar em caso de dor.
Ver fonteFree-Weight and Machine-Based Training Are Equally Effective on Strength and Hypertrophy: Challenging a Traditional Myth
Hernández-Belmonte A, Martínez-Cava A, Buendía-Romero Á, Franco-López F, Pallarés JG · Medicine and Science in Sports and Exercise · 2023
Nível BMúltiplos estudos controlados
Estudo de 8 semanas com homens treinados em que as versões em máquina e com peso livre de agachamento, supino, remada e desenvolvimento produziram ganhos equivalentes de força e de área muscular, base para explicar que o Smith não é 'inferior' ao agachamento livre para hipertrofia.
Ver fonte
Níveis de evidência
- A — Diretrizes / evidência sistemática forte
- B — Múltiplos estudos controlados
- C — Biomecânica ou evidência direta limitada
- D — Consenso de especialistas
A evidência descreve princípios de treino e biomecânica. Ela não implica que este exercício seja exclusivamente superior a toda alternativa.







