Exercícios
Agachamento com Barra — posição inicial
Agachamento com Barra — posição final

Agachamento com Barra

Iniciante · Composto · Bilateral

Músculos primários
Quadríceps
Equipamento
Barra reta
Músculos secundários
PanturrilhasGlúteosIsquiotibiaisEretores da espinha
Padrão de movimento
Agachamento

Dicas de execução

  • Flexione quadril e joelhos ao mesmo tempo e desça 'sentando' entre os quadris
  • Calcanhar colado no chão — peso distribuído no pé inteiro
  • Joelhos seguem a direção das pontas dos pés; empurre-os levemente para fora na descida
  • Peito aberto e barra alinhada com o meio do pé do início ao fim
  • Suba forte do fundo, com quadril e ombros subindo juntos

Erros comuns

  • Deixar o quadril subir mais rápido que o peito na saída do fundo, transformando o agachamento num 'bom dia' e jogando a carga na lombar
  • Deixar os joelhos colapsarem para dentro (valgo) na subida, principalmente nas últimas repetições de uma série pesada
  • Tirar o calcanhar do chão ou jogar o peso na ponta dos pés, o que leva a barra para a frente do meio do pé
  • Perder o bracing no fundo — relaxar o tronco ou deixar a lombar arredondar visivelmente sob carga pesada
  • Ir cortando a profundidade conforme a carga sobe, de modo que o agachamento 'mais pesado' é, na verdade, só mais curto

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Como executar

6 passos
  1. Este exercício é melhor executado dentro de um rack de agachamento por questões de segurança. Para começar, ajuste a barra no suporte logo abaixo da altura dos ombros. Depois de escolher a altura correta e carregar a barra, posicione-se embaixo dela e apoie-a na parte de trás dos ombros (logo abaixo do pescoço).
  2. Segure a barra com os dois braços, um de cada lado, e retire-a do suporte empurrando com as pernas e, ao mesmo tempo, estendendo o tronco.
  3. Afaste-se do suporte e posicione as pernas com um afastamento médio, na largura dos ombros, com as pontas dos pés levemente voltadas para fora. Mantenha a cabeça erguida o tempo todo e as costas retas. Esta será sua posição inicial. (Observação: para fins desta explicação, usaremos o afastamento médio descrito acima, que trabalha o desenvolvimento geral; porém, você pode escolher qualquer um dos três posicionamentos de pé discutidos na seção de posicionamento dos pés.)
  4. Comece a abaixar a barra lentamente flexionando os joelhos e o quadril, mantendo a postura reta e a cabeça erguida. Continue descendo até que o ângulo entre a coxa e a panturrilha fique um pouco menor que 90 graus. Inspire durante essa parte do movimento. Dica: se o exercício for executado corretamente, a frente dos joelhos deve formar uma linha imaginária reta com os dedos dos pés, perpendicular à frente do corpo. Se os joelhos ultrapassarem essa linha imaginária (ou seja, ultrapassarem os dedos dos pés), você estará sobrecarregando a articulação do joelho e executando o exercício de forma incorreta.
  5. Comece a subir a barra enquanto expira, empurrando o chão com o calcanhar, estendendo as pernas novamente até voltar à posição inicial.
  6. Repita pelo número recomendado de repetições.

Preparação

Ajuste a barra no rack mais ou menos na altura do meio do peito, para tirá-la do suporte com uma leve flexão de joelhos, e posicione as travas de segurança logo abaixo do ponto mais baixo do seu agachamento. Entre embaixo da barra e apoie-a na parte de cima das costas — sobre o trapézio (barra alta) ou um pouco mais baixa, sobre o deltoide posterior (barra baixa) —, nunca em cima das vértebras do pescoço. Segure a barra com a pegada simétrica, junte as escápulas para criar uma 'prateleira', trave o abdômen e tire a barra do suporte com os dois pés embaixo dela. Dê dois ou três passos curtos para trás e posicione os pés mais ou menos na largura dos ombros (ou um pouco mais abertos), com as pontas levemente para fora (cerca de 15–30°), para que joelhos e pés apontem na mesma direção.

Respiração

Antes de cada repetição, puxe bastante ar para a barriga e trave o tronco como se fosse levar um soco, segurando essa pressão (bracing) durante a descida e até passar o ponto mais difícil da subida. Solte o ar perto do topo, inspire de novo e trave outra vez antes da próxima repetição — não tente emendar várias repetições com o mesmo fôlego quando a carga estiver pesada.

Amplitude de movimento

Desça pelo menos até a coxa ficar paralela ao chão (dobra do quadril na altura do topo do joelho) e vá mais fundo se conseguir manter os calcanhares no chão, a coluna neutra e os joelhos alinhados com os pés. Os estudos de treinamento favorecem a amplitude maior: o agachamento completo ou até a paralela gerou mais ganho de força e de desempenho funcional — e menos dor relatada — do que o meio agachamento; o agachamento profundo aumentou mais a massa da parte da frente da coxa do que o raso; e o agachamento completo aumentou mais glúteos e adutores do que o meio agachamento (nesse estudo específico, o quadríceps cresceu de forma parecida nos dois). Uma revisão de dados biomecânicos concluiu que o agachamento profundo feito com boa técnica e progressão de carga não é, por si só, mais lesivo do que o parcial. A ressalva: se histórico de dor ou mobilidade limitada de tornozelo/quadril te param antes, trabalhe na maior amplitude que você controla e evolua a partir daí.

Variações

2 regressões · 4 alternativas

Base científica

Por que este exercício · 4 fontes

O agachamento livre com barra é o exercício composto de referência para membros inferiores: ele carrega quadríceps, glúteos e adutores numa amplitude grande enquanto o tronco trabalha forte para estabilizar a coluna sob carga, e é fácil de progredir em pequenos incrementos ao longo de meses. Por isso ele aparece no centro de tantos programas como exercício principal de força. Ele não é obrigatório para ganhar massa — agachamentos em máquina e o leg press também desenvolvem bem as pernas —, mas o agachamento com peso livre é o caminho mais direto para ficar forte no próprio agachamento.

  1. Effect of range of motion in heavy load squatting on muscle and tendon adaptations

    Bloomquist K, Langberg H, Karlsen S, Madsgaard S, Boesen M, Raastad T · European Journal of Applied Physiology · 2013

    Nível BMúltiplos estudos controlados

    Ensaio de 12 semanas em que o agachamento profundo (0–120° de flexão de joelho) aumentou mais a área de secção transversa da parte da frente da coxa e a força isométrica do que o agachamento raso (0–60°), base para a orientação de descer ao menos até a paralela.

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  2. Effects of squat training with different depths on lower limb muscle volumes

    Kubo K, Ikebukuro T, Yata H · European Journal of Applied Physiology · 2019

    Nível BMúltiplos estudos controlados

    Comparou agachamento completo e meio agachamento por 10 semanas e encontrou maior ganho de volume em glúteo máximo e adutores, e maior ganho de 1RM, no agachamento completo, com crescimento semelhante do quadríceps nos dois grupos — por isso o texto atribui a este estudo o ganho extra de glúteo e adutores, não de quadríceps.

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  3. Full squat produces greater neuromuscular and functional adaptations and lower pain than partial squats after prolonged resistance training

    Pallarés JG, Cava AM, Courel-Ibáñez J, González-Badillo JJ, Morán-Navarro R · European Journal of Sport Science · 2020

    Nível BMúltiplos estudos controlados

    Em homens treinados, o agachamento completo e o paralelo produziram mais ganhos de força e desempenho funcional do que o meio agachamento, que foi o único grupo com aumento de dor e rigidez, sustentando a recomendação de profundidade mínima na paralela.

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  4. Analysis of the Load on the Knee Joint and Vertebral Column with Changes in Squatting Depth and Weight Load

    Hartmann H, Wirth K, Klusemann M · Sports Medicine · 2013

    Nível DConsenso de especialistas

    Revisão narrativa de dados biomecânicos que conclui que o agachamento profundo com técnica correta e progressão de carga não é, por si só, mais lesivo para joelho e coluna do que o parcial; como as evidências são indiretas, o texto mantém a ressalva de individualizar a profundidade em caso de dor.

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Níveis de evidência

  • A — Diretrizes / evidência sistemática forte
  • B — Múltiplos estudos controlados
  • C — Biomecânica ou evidência direta limitada
  • D — Consenso de especialistas

A evidência descreve princípios de treino e biomecânica. Ela não implica que este exercício seja exclusivamente superior a toda alternativa.