Rosca Martelo no Banco Inclinado
Iniciante · Isolado · Bilateral
- Músculos primários
- Bíceps
- Equipamento
- Halteres
- Padrão de movimento
- Flexão de cotovelo
Dicas de execução
- Polegar pra cima o tempo todo — as palmas ficam viradas uma pra outra
- Cotovelos parados, um pouco atrás do tronco; só o antebraço se mexe
- Comece cada repetição com o braço totalmente estendido
- Suba o máximo que conseguir sem levar os cotovelos pra frente e desça devagar (uns 2–3 s)
- Cabeça e ombros colados no encosto — não curve o tronco pra frente pra terminar a repetição
Erros comuns
- Deixar os cotovelos irem pra frente durante a subida, o que transforma a repetição numa meia elevação frontal e tira o braço da posição atrás do corpo — que é justamente o motivo de usar o banco inclinado
- Cortar a parte de baixo e nunca voltar com o cotovelo estendido, pulando a parte alongada da amplitude
- Tirar a cabeça e os ombros do encosto pra 'arrancar' o peso
- Usar o banco tão deitado que a frente do ombro dói, e insistir no incômodo em vez de subir a inclinação
- Deixar os halteres caírem rápido e quicar no fundo, perdendo o controle justamente onde o braço está mais alongado
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Continuar com GoogleComo executar
3 passos- Sente-se em um banco inclinado com um halter em cada mão. Mantenha as costas firmemente apoiadas no encosto e os pés juntos. Deixe os halteres pendurados ao lado do corpo, segurando-os com pegada neutra. Essa será sua posição inicial.
- Inicie o movimento flexionando o cotovelo, procurando manter a parte superior do braço parada.
- Continue até o topo do movimento, faça uma pausa e retorne lentamente à posição inicial.
Preparação
Regule o banco com inclinação de mais ou menos 45–60° — inclinado o bastante pra que os braços fiquem pendurados retos, um pouco atrás da linha do tronco, mas sem deixar tão deitado a ponto de a frente do ombro incomodar. Sente com as costas e a cabeça apoiadas no encosto, pés firmes no chão, e segure um halter em cada mão com as palmas viradas uma para a outra (pegada neutra). Deixe os braços pendurados na vertical, com os cotovelos levemente atrás do tronco — é dessa posição alongada que toda repetição começa — e mantenha os ombros encaixados no encosto, sem deixar que rolem pra frente.
Respiração
Solte o ar enquanto sobe os halteres, passando pela parte mais difícil do movimento, e puxe o ar na descida lenta até os braços ficarem totalmente estendidos. Como o tronco fica parado no encosto, não precisa de um bracing pesado — só evite prender a respiração durante a série inteira.
Amplitude de movimento
Amplitude completa aqui vai do braço totalmente pendurado, com o cotovelo estendido (braço na vertical, um pouco atrás do tronco), até o ponto mais alto que você alcança sem levar os cotovelos pra frente. A carga pesa mais no meio da repetição e menos lá em cima, então não fique descansando no topo — contraia rapidinho e já comece a descer. Preserve a parte de baixo da repetição: num estudo curto com adultos destreinados, a rosca treinada na faixa com o cotovelo mais estendido (0–50°) gerou mais ganho de força e de espessura muscular do que a rosca treinada só na faixa flexionada, e um estudo comparando rosca inclinada e rosca Scott mostrou que a inclinada gerou mais crescimento na região proximal dos flexores do cotovelo. Mas coloque isso em perspectiva: uma meta-análise sobre comprimento muscular e hipertrofia regional encontrou diferenças pequenas, em média, e nenhum dos dois estudos de rosca usou pegada neutra — então use isso como motivo pra fazer a amplitude toda, não como promessa de crescimento direcionado. Se a frente do ombro doer na posição de baixo, suba um pouco a inclinação do banco em vez de forçar o alongamento.
Variações
1 regressão · 3 alternativas
Base científica
Por que este exercício · 3 fontes
A rosca martelo no banco inclinado junta duas coisas: a pegada neutra (martelo), que desloca mais trabalho para o braquial e o braquiorradial do que a rosca com a palma pra cima, e a posição inclinada, que coloca o ombro em extensão e deixa o braço pendurado atrás do corpo, alongando a cabeça longa do bíceps, que cruza a articulação do ombro. O resultado é um exercício para os flexores do cotovelo que trabalha o braço numa posição alongada, com uma pegada que muita gente acha mais confortável para punho e cotovelo do que a pegada supinada. É um acessório, não uma obrigação — a rosca martelo em pé e as roscas tradicionais treinam os mesmos músculos —, mas é um jeito prático de incluir uma variação em comprimento muscular longo no treino de braço.
Elbow Joint Angles in Elbow Flexor Unilateral Resistance Exercise Training Determine Its Effects on Muscle Strength and Thickness of Trained and Non-Trained Arms
Sato S, Yoshida R, Kiyono R, Yahata K, Yasaka K, Nunes JP, Nosaka K, Nakamura M · Frontiers in Physiology · 2021
Nível BMúltiplos estudos controlados
Em adultos destreinados, treinar a rosca na faixa com o cotovelo mais estendido (0–50°) gerou mais ganho de força e de espessura muscular do que treinar só na faixa flexionada, base para a orientação de começar cada repetição com o braço totalmente estendido. O estudo durou só 5 semanas e não usou pegada neutra.
Ver fonteDistinct Muscle Growth and Strength Adaptations After Preacher and Incline Biceps Curls
Kassiano W, Costa B, Kunevaliki G, Lisboa F, Stavinski N, Prado A, Tricoli I, Francsuel J, Lima L, Nunes JP, Ribeiro AS, Cyrino ES · International Journal of Sports Medicine · 2025
Nível BMúltiplos estudos controlados
Comparando rosca inclinada e rosca Scott (ambas com pegada supinada), a inclinada gerou mais crescimento na região proximal dos flexores do cotovelo e a Scott, na região distal, sustentando por que a posição inclinada, com o braço atrás do corpo, é uma variação útil; a pegada martelo não foi testada.
Ver fonteDoes Muscle Length Influence Regional Hypertrophy? A Systematic Review and Meta-Analysis
Varovic D, Wolf M, Schoenfeld BJ, Steele J, Grgic J, Mikulic P · International Journal of Sports Medicine · 2025
Nível BMúltiplos estudos controlados
Meta-análise mostrando que, em média, as diferenças de hipertrofia regional entre treinar em comprimentos musculares mais longos ou mais curtos são pequenas, usada aqui para moderar a expectativa: a posição alongada é um bom motivo pra usar a amplitude toda, não uma garantia de crescimento direcionado.
Ver fonte
Níveis de evidência
- A — Diretrizes / evidência sistemática forte
- B — Múltiplos estudos controlados
- C — Biomecânica ou evidência direta limitada
- D — Consenso de especialistas
A evidência descreve princípios de treino e biomecânica. Ela não implica que este exercício seja exclusivamente superior a toda alternativa.





