

Puxada Frontal na Polia Alta com Pegada Fechada
- Músculos primários
- Latíssimo do dorso
- Músculos secundários
- Bíceps, Meio das costas, Ombros
- Equipamento
- Cabo (polia)
- Padrão de movimento
- Puxar vertical
- Dificuldade
- Iniciante
- Tipo
- Composto · Bilateral
Entre para favoritar e acompanhar seu progresso neste exercício.
Continuar com GoogleComo executar
- 1Sente-se em uma máquina de puxada com uma barra larga presa à polia superior. Certifique-se de ajustar o apoio para os joelhos da máquina à sua altura. Esses apoios evitam que seu corpo seja levantado pela resistência presa à barra.
- 2Segure a barra com as palmas das mãos voltadas para frente, usando a pegada indicada. Observação sobre pegadas: na pegada aberta, as mãos ficam afastadas a uma distância maior que a largura dos ombros; na pegada média, a uma distância igual à largura dos ombros; e na pegada fechada, a uma distância menor que a largura dos ombros.
- 3Com os dois braços estendidos à sua frente - segurando a barra na largura de pegada escolhida - incline o tronco para trás cerca de 30 graus, criando uma leve curvatura na lombar e estufando o peito. Essa é a posição inicial.
- 4Enquanto expira, puxe a barra para baixo até tocar a parte superior do peito, levando os ombros e os braços para baixo e para trás. Dica: concentre-se em contrair os músculos das costas ao atingir a contração máxima. A parte superior do tronco deve permanecer parada (somente os braços se movem). Os antebraços não devem fazer nenhum trabalho além de segurar a barra; portanto, não tente puxar a barra usando os antebraços.
- 5Depois de um segundo na posição contraída, contraindo as escápulas uma contra a outra, retorne lentamente a barra à posição inicial, com os braços totalmente estendidos e o latíssimo do dorso totalmente alongado. Inspire durante essa parte do movimento.
- 6Repita o movimento pelo número de repetições prescrito.
Preparação
Sente na máquina e trave bem as coxas sob o apoio — praticamente sem folga, pra você ficar ancorado no banco em vez de ser levantado dele nas séries mais pesadas. Feche a pegada um pouco mais estreita que a largura dos ombros, o suficiente pra deixar o cotovelo correr perto do tronco em vez de abrir pros lados. Estenda os braços por completo e já ajuste a inclinação do tronco em uns 20-30° pra trás antes da primeira repetição, com o peito projetado e a escápula levemente deprimida. Mantenha uma leve contração no abdômen a série toda pra essa inclinação não crescer virando um balanço maior.
Respiração
Inspire enquanto a barra sobe e o latíssimo alonga lá em cima, e expire ao puxar os cotovelos pra baixo. Mantenha uma leve contração de tronco durante o movimento — só o suficiente pra travar aquela inclinação fixa, não uma apneia máxima como num agachamento pesado.
Dicas de execução
- Puxa com o cotovelo, não com a mão.
- Cotovelo em direção ao bolso de trás, é ele quem lidera.
- Peito sobe pra encontrar a barra, o queixo não desce atrás dela.
- Pausa e aperta a escápula no fim da puxada.
- Solta devagar — não deixa a pilha de peso te puxar de volta.
Erros comuns
- Aumentar a inclinação do tronco a cada repetição até virar uma remada em pé com embalo, em vez de um puxão vertical controlado.
- Iniciar o movimento flexionando o cotovelo primeiro, como numa rosca, jogando a carga pro bíceps antes do latíssimo entrar.
- Subir o ombro em direção à orelha ao fechar a pegada, elevando a escápula e reduzindo o recrutamento do latíssimo.
- Parar a descida alguns centímetros antes do peito e considerar a repetição completa, ou esticar o pescoço pra frente só pra encostar a barra no esterno.
- Deixar o peso da pilha jogar o braço de volta pra extensão total sem controle, encurtando o tempo sob tensão na posição alongada.
Amplitude de movimento
Amplitude completa aqui começa na posição de braço totalmente estendido lá em cima, com o latíssimo alongado, sem deixar o ombro subir em direção à orelha, e termina com a barra na altura do peito, cotovelo puxado pra baixo e pra trás e a escápula retraída e deprimida. Cortar os últimos centímetros da subida (parando antes da extensão total) é a forma mais comum de reduzir sem perceber a amplitude desse exercício. Se você tem histórico de impacto no ombro, é razoável parar um pouco antes do alongamento máximo lá em cima em vez de forçar aqueles centímetros extras de amplitude.
Base científica
A puxada frontal com pegada fechada entrega uma versão na polia do padrão de puxada vertical, com carga ajustável em incrementos pequenos — o que a torna uma forma prática de acumular volume de puxada vertical enquanto a barra fixa (pull-up/chin-up) ainda não é viável em séries completas. Estudos de EMG comparando larguras de pegada na puxada mostram que fechar a pegada muda mais o envolvimento do antebraço e do bíceps do que a ativação geral do latíssimo (andersen-2014-lat-pulldown-grip-width, lusk-2010-pulldown-grip-forearm-orientation), e comparações entre variações de puxada mostram que pegada e tipo de barra deslocam a ênfase sem que uma versão domine claramente as outras (sperandei-2009-pulldown-variations). Então faz sentido tratar a pegada fechada como uma variação legítima do padrão de puxada vertical, útil pra preferência de pegada ou conforto no cotovelo/ombro — e não como uma versão categoricamente superior à pegada aberta pra construir as costas.
Effects of Grip Width on Muscle Strength and Activation in the Lat Pull-Down
Andersen V, Fimland MS, Wiik E, Skoglund A, Saeterbakken AH · Journal of Strength and Conditioning Research · 2014
EMG comparando larguras de pegada na puxada mostra que fechar a pegada altera principalmente a ativação de antebraço/bíceps, embasando a ideia de que a pegada fechada é uma variação de ênfase, não uma versão 'melhor' pro latíssimo.
Ver fonteGrip width and forearm orientation effects on muscle activity during the lat pull-down
Lusk SJ, Hale BD, Russell DM · Journal of Strength and Conditioning Research · 2010
Reforça que largura da pegada e orientação do antebraço (pronada/supinada) mudam o padrão de ativação muscular na puxada, sustentando a orientação de cotovelo e pegada dada nas dicas de execução.
Ver fonteElectromyographic analysis of three different types of lat pull-down
Sperandei S, Barros MA, Silveira-Júnior PC, Oliveira CG · Journal of Strength and Conditioning Research · 2009
Compara diferentes tipos de puxada (pegada aberta, fechada, por trás) via EMG e mostra que nenhuma variação domina claramente as outras, usado aqui pra justificar por que a pegada fechada é apresentada como opção válida e não superior.
Ver fonteKinematic and electromyographic comparisons between chin-ups and lat-pull down exercises
Doma K, Deakin GB, Ness KF · Sports Biomechanics · 2013
Compara cinemática e EMG entre a barra fixa (chin-up) e a puxada na polia, dando base pra apresentar a puxada como alternativa/preparação com carga ajustável ao chin-up, usado no racional de por que esse exercício existe e nas sugestões de progressão.
Ver fonteA evidência descreve princípios de treino e biomecânica. Ela não implica que este exercício seja exclusivamente superior a toda alternativa.