

Supino Reto com Barra - Pegada Média
- Músculos primários
- Peitoral
- Músculos secundários
- Ombros, Tríceps
- Equipamento
- Barra reta
- Padrão de movimento
- Empurrar horizontal
- Dificuldade
- Iniciante
- Tipo
- Composto · Bilateral
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Continuar com GoogleComo executar
- 1Deite-se em um banco reto. Usando uma pegada de largura média (que forma um ângulo de 90 graus entre o antebraço e o braço no meio do movimento), retire a barra do suporte e segure-a esticada acima do corpo, com os braços travados. Essa será a posição inicial.
- 2A partir da posição inicial, inspire e comece a descer a barra lentamente até que ela toque o meio do peito.
- 3Após uma breve pausa, empurre a barra de volta à posição inicial enquanto expira. Concentre-se em empurrar a barra usando os músculos do peito. Trave os braços e contraia o peito na posição contraída no topo do movimento, segure por um segundo e comece a descer novamente devagar. Dica: idealmente, a fase de descida deve durar cerca do dobro do tempo da fase de subida.
- 4Repita o movimento pelo número de repetições prescrito.
- 5Ao terminar, recoloque a barra no suporte.
Preparação
Deite no banco reto com os olhos praticamente embaixo da barra e os pés bem apoiados, empurrando o chão. Retraia e deprima as escápulas contra o banco pra criar uma base estável — "junta e desce os ombros" — e mantenha um arco lombar natural, sem exagero. Feche numa pegada média, um pouco além da largura dos ombros, de forma que o antebraço fique quase na vertical (ângulo de cotovelo perto de 90°) quando a barra tocar o peito, e retire a barra do suporte alinhada com a articulação do ombro antes de travar os braços na posição inicial.
Respiração
Encha o ar e trave o abdômen antes de tirar a barra do suporte; puxe o ar de novo no topo de cada repetição e segure essa pressão durante a descida e a parte mais difícil da subida. Solte o ar só depois de passar o ponto de maior dificuldade (sticking point), resetando a respiração entre as repetições, nunca no meio do movimento.
Dicas de execução
- Puxa a barra pro peito, não deixa ela cair sozinha.
- Cotovelo em torno de 45–75° do tronco, sem abrir pra 90°.
- Escápula travada, pra trás e pra baixo, do início ao fim da série.
- Empurra o chão com os pés — corpo todo tenso, não só o peito.
- Toca e sobe — sem quicar a barra no peito.
Erros comuns
- Quicar a barra no peito pra usar o rebote elástico em vez de força controlada.
- Abrir demais o cotovelo (perto de 90° do tronco), sobrecarregando a frente do ombro.
- Perder a retração da escápula no meio da série, deixando o ombro rolar pra frente e o peito "afundar".
- Levantar o quadril do banco ou tirar o calcanhar do chão, perdendo o drive das pernas e a base.
- Barra saindo torta, subindo mais de um lado que do outro por assimetria de pegada ou força.
Amplitude de movimento
Amplitude completa aqui é descer a barra sob controle até ela encostar de leve no meio do peito e subir até travar o cotovelo sem hiperestender. De forma geral, a literatura de amplitude de movimento favorece treinar numa faixa mais completa pra ganhos de força e hipertrofia, mas encostar no peito em toda repetição não é regra obrigatória pra todo mundo — quem tem histórico de impacto no ombro, mobilidade limitada ou desconforto no fundo do movimento pode parar alguns centímetros antes do peito sem abrir mão de fato da amplitude relevante, priorizando profundidade sem dor em vez de uma regra rígida de "tem que encostar".
Base científica
O supino reto com barra é o movimento clássico de push horizontal pra sobrecarregar o peitoral maior, com bastante trabalho secundário de deltoide anterior e tríceps. Estudos de EMG comparando variações de supino mostram ativação consistentemente alta do peitoral, e por ser um exercício composto com barra, ele permite o tipo de sobrecarga progressiva pesada que a literatura de dose-resposta associa a ganhos de força e hipertrofia — sem que isso signifique que ele seja "superior" a outras opções de push horizontal, como o supino com halteres ou na máquina. A pegada média costuma funcionar como um meio-termo prático entre pegadas mais fechadas (que tendem a favorecer força) e pegadas mais abertas (que tendem a enfatizar mais o peitoral).
The Effect of Grip Width on Muscle Strength and Electromyographic Activity in Bench Press among Novice- and Resistance-Trained Men
Saeterbakken AH, Stien N, Pedersen H, Solstad TEJ, Cumming KT, Andersen V · International Journal of Environmental Research and Public Health · 2021
Mostra como a largura da pegada altera ativação muscular e força no supino, sustentando a escolha da pegada média como meio-termo entre pegada fechada e aberta.
Ver fonteThe Influence of Grip Width and Forearm Pronation/Supination on Upper-Body Myoelectric Activity During the Flat Bench Press
Lehman GJ · Journal of Strength and Conditioning Research · 2005
Reforça que a largura da pegada muda a atividade mioelétrica do tronco superior, dando base pra dica do ângulo de cotovelo perto de 90° na pegada média.
Ver fonteElectromyographic Activity of the Pectoralis Major Muscle during Traditional Bench Press and Other Variants of Pectoral Exercises: A Systematic Review and Meta-Analysis
López-Vivancos A, González-Gálvez N, Orquín-Castrillón FJ, Gomes de Souza Vale R, Marcos-Pardo PJ · Applied Sciences · 2023
Revisão sistemática de EMG do peitoral em variações de supino, sustentando que o supino com barra ativa o peitoral de forma consistente e alta entre as variações.
Ver fonteThe Sticking Region in Three Chest-Press Exercises with Increasing Degrees of Freedom
Van den Tillaar R, Saeterbakken A · Journal of Strength and Conditioning Research · 2012
Descreve a região de maior dificuldade (sticking region) no supino, embasando a dica de manter a barra numa rota estável ao passar por esse ponto.
Ver fonteA evidência descreve princípios de treino e biomecânica. Ela não implica que este exercício seja exclusivamente superior a toda alternativa.